Acontece… ou não! O_O
Thursday, May 22nd, 2008Créditos: http://www.flickr.com/photos/tiezinha/55729848/
Era uma terça-feira, de manhã, por volta das 9h. Adentro à sala do professor e começo a bater um papo. A matéria está desse jeito, dicas aqui, piadinha ali, futebol desse lado.
Passa-se mais ou menos meia hora e saio da sala. Objetivo cumprido! Sei qual caminho tomar para realizar um bom trabalho e garantir a aprovação no final do período. De quebra fico sabendo que o professor celebrará bodas de alguma-coisa naquele final de semana e pretende fazer uma surpresa pra esposa. Não dou nenhum palpite nesse assunto, apenas ouço, sem prestar muita atenção…
Já na sexta-feira, aula com aquele professor que estive em sua sala. A aula corre tranquila, o tempo passa rápido. Respondo um ou dois questionamentos em voz alta. Fico todo pimpão(!), achando que estou abalando! Piadinhas dos amigos da sala são inevitáveis. Não me incomodo e o dia segue.
Já era noite naquela sexta-feira e estou procurando algo pra comer antes da night. Pra agilizar, pego dois hamburgueres, preparo-os e os como junto com arroz e feijão esquentados no microondas.
Como todo bom nerd, não sou um frequentador assíduo de putz-putz (balada), mas nessa sexta resolvo ir. Tudo estava combinado com os amigos. Aparentemente teria um bom final de sexta e uma boa manhã de sábado…
0h30min, já no sábado: estamos saindo. Todos juntos, nos dirigindo à balada, na maior diversão e com meia garrafa de vodka vazia. Já a garrafa de refrigerante 2L continuava quase cheia.
Chegamos na festa, DJ tocando alto, muita gente concentrada em pouco espaço. Mesmo assim estou me divertindo. Algum dos amigos cutuca meu ombro e me alerta pra uma menina que não parava de me olhar. Continuo na mesma, mas reparando, às vezes, nela. Resolvo ir conversar. Papo vai, papo vem (ou não, porque se ouvia pouca coisa no recinto), a gente acaba se agarrando. Normal.
A agarração começa a ficar mais quente. sussuros no ouvido aqui, ali, e descubro que ela está de carro. Dou um “falou” pro pessoal que ainda avistava e saímos. Tudo muito rápido.
Carro andando, ela dirigindo. Carro pára, portão de garagem abre. Carro entra e pára. Ela desce, eu desço e vou seguindo-a.
Mal ela abre a porta já estamos no sofá com peças de roupa no chão. Pergunto se mora sozinha. Ela diz que os pais saíram e devem voltar só na tarde daquele sábado. Pegação continua.
Sem cueca, em cima dela, gemidinhos aqui, ela ainda de calcinha. Luz acesa! PUTAQUEPARIU, LUZ ACESA E ALGUÉM DE VOZ GROSSA FALANDO ALGUMA COISA. ALGUÈM DE VOZ FINA GRITA: “PAI!”. Começo a pensar, pego qualquer peça de roupa e me tampo. Resolvo olhar o ambiente claro, a procura de alguma informação visual que me ajudasse a pensar. Olho pro cara de voz grossa. Reconheço aquela face: é aquele cara que eu chamo de professor. Sim, aquele mesmo que fui na sala e conversei durante um tempo.
PUTAQUEOPARIU, penso eu, É A FILHA DO PROFESSOR! Este ainda reclama alguma coisa enquanto me visto e vou caminhando em direção ao portão. Menina pensa em me levar pra algum lugar, de carro. Pai/professor proíbe. Vou saindo, fecho o portão, ando rápido até um posto de gasolina. Acho uma moto-taxi e vou pra casa. Durmo. Acordo às 15h, mais ou menos. Dor de cabeça. Fome.
A semana passa e chega a sexta-feira: A aula. Professor entra, aula corre normal. Professor conta piadas mas eu reconheço que não são piadas. Aula acaba. Restante do período continua normal, mas eu não apareço mais em sua sala. Frequento as aulas, entro mudo e saio calado.
Final do semestre, última aula daquela matéria. Sai a nota. Passei! Estou saindo quando ouço o professor avisando que quer conversar comigo. Chego até ele, presto atenção. Ele diz: “Ainda bem que as bodas de prata não eram naquela dia”. Faço cara de “oh” (essa aqui, ó: O_O) e saio da sala, ainda mudo, do mesmo jeito que entrei…
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Obs1: Serve, marcus?
Obs2: Na verdade verdadeira, não fui eu que passei por esse mico, mas posso garantir que a pessoa que passou por isso fica bem perto de mim (sem conotações sexuais, por favor)!



